"Bully"
O jogo da Rockstar é contestado por educadores, pais e organizações.
A organização inglesa Bullying Online, cujo objectivo é justamente combater qualquer forma de "bullying" (expressão que define atitudes agressivas, intencionais e repetidas entre os estudantes). "Este jogo deveria ser banido", disse Liz Carnell, "Estou extremamente preocupada porque, após jogarem, as crianças podem repetir na sala de aula o que viram".
A intensificação do fenómeno da intimidação e da cyberintimidação prejudica o ambiente de ensino e aprendizagem. Os professores estão preocupados com os efeitos nefastos deste jogo sobre a capacidade de aprender e de se desenvolver de forma saudável de alguns alunos. São muitas as pessoas que durante o percurso escolar e mais tarde na vida sofreram e sofrem com fenómenos de violência, intimidação, perseguição e discriminação. Por isso, este jogo em que o jogador assume a pele de um estudante adolescente que deve armar as maiores patifarias na escola, entre outras, subjugando e maltratando seus colegas, é contestado por se tornar numa forma de promoção aberta da violência. Numa altura em que a composição das turmas é tão diversificada e complexa, um jogo destes cujo alvo são os alunos com dificuldades de aprendizagem e com problemas sociais e comportamentais, não ajuda em nada a promoção de comportamentos positivos no meio escolar.
Estudos realizados mostram que os jovens que vêem emissões e filmes violentos ou jogam jogos violentos têm tendência para imitar este comportamento na vida real. Segundo um estudo realizado pela UNESCO, 44% dos rapazes e raparigas considera haver uma forte correspondência entre a realidade e o que vêem no ecrã e muitas crianças vivem em meios onde as experiências quer reais, quer mediáticas, reforçam a ideia de que a violência é natural e constitui a solução mais eficaz para resolver os problemas da vida.
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